No dia 12/6, nossa sócia Ana Frazão participa do seminário Defesa da Concorrência em Juízo, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e a Advocacia-Geral da União (AGU).
Ana fala durante o painel “Entre a fumaça e o fogo: desafios no sistema de provas e presunções para condenação de cartéis”.
O evento reúne autoridades e especialistas para debater os desafios da judicialização da política de defesa da concorrência no Brasil e é voltado a membros e servidores da magistratura federal, do Ministério Público, do CADE e da AGU.
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Ana Frazão fala sobre dados econômicos e eleições em sua coluna no JOTA
Nossa sócia Ana Frazão publicou artigo em sua coluna no JOTA analisando a desconexão entre o desempenho econômico deste governo Lula e a percepção dos eleitores sobre a economia.
Apesar de indicadores positivos como queda do desemprego para os menores patamares da série histórica e crescimento do PIB acima da média do G20, 42% dos entrevistados em pesquisa Ipsos-Ipec de março afirmaram que a situação econômica estava pior, contra apenas 27% que disseram que havia melhorado.
Para ela, a causa dessa dissonância está na combinação entre as deficiências do fluxo informacional e na redução das habilidades cognitivas dos eleitores, agravadas pela concentração da mídia e pelos modelos de monetização das plataformas digitais, que privilegiam o engajamento em detrimento da qualidade.
Ana defende que “é urgente reinserir o debate econômico sério e responsável nas discussões políticas e eleitorais, seja em razão da importância das questões econômicas para as democracias, seja em razão do risco de termos eleições cada vez mais irracionais e que ainda podem privilegiar governos populistas e sem qualquer pauta séria para os destinos de suas nações”.
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Ana Frazão publica artigo no JOTA analisando a encíclica Magnifica Humanitas, do papa Leão XIV
Nossa sócia Ana Frazão publicou artigo no JOTA analisando a encíclica Magnifica Humanitas, do papa Leão XIV, dedicada à salvaguarda da pessoa humana na era da digitalização, da inteligência artificial e da robótica.
A encíclica representa uma crítica contundente ao neoliberalismo e ao paradigma tecnocrático, alertando para os riscos da concentração de poder tecnológico nas mãos de poucos agentes privados transnacionais e seus impactos sobre direitos, desigualdades e liberdades.
Ana destaca que o papa defende a regulação e o “desarmamento” da tecnologia, propondo três vetores orientadores da revolução tecnológica atual, a busca da verdade, a proteção do trabalho e a salvaguarda da liberdade, e reforçando o papel do Estado e da sociedade civil na conformação da tecnologia ao bem comum.
“Como se destacou na epígrafe, precisamos decidir se queremos um progresso que serve às pessoas e aos povos ou um progresso que os submete às lógicas de poder. As nossas decisões e ações de hoje irão definir se controlaremos a tecnologia ou se seremos controlados por ela”, reforça Ana.
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Ana Frazão conversa com Claudio Ferraz sobre economia, política e desenvolvimento
No episódio de hoje do podcast Direito e Economia, nossa sócia Ana Frazão conversa com Claudio Ferraz, Professor da Vancouver School of Economics, University of British Columbia, e do Departamento de Economia da PUCRJ sobre seu eixo de pesquisa e produção científica, centrado na Economia Política e do Desenvolvimento.
O professor Cláudio explica as razões pelas quais a economia é necessariamente política e os desdobramentos disso para as reflexões econômicas atuais. Nesse sentido, ele explora as relações entre democracia e mercados, bem como entre desigualdade econômica e erosão democrática.
Na segunda parte da conversa, o professor explica as dificuldades enfrentadas pelo Brasil para o crescimento econômico e trata dos seus estudos e pesquisas sobre a corrupção, mostrando os custos do combate à corrupção, os tradeoffs envolvidos e as formas mais eficientes para o seu combate. Também fala dos incentivos para que os políticos sejam melhores e menos corruptos, assim como o problema das dinastias políticas no Brasil.
Ana Frazão e Caitlin Mulholland falam sobre o uso de inteligência artificial nas eleições, no podcast Direito Digital
O uso de inteligência artificial nas eleições é o tema do episódio de maio do podcast Direito Digital, apresentado por nossa sócia Ana Frazão e a professora Caitlin Mulholland.
As duas discutem o novo fenômeno dos synthfakes, personagens criados por IA que defendem partidos e candidatos como se fossem perfis de pessoas reais, a diferença em relação ao que já conhecemos como deepfake e os pontos cegos da regulação eleitoral brasileira diante dessa distinção.
Vale recordar que o deepfake, expressamente proibido pelo Tribunal Superior Eleitoral desde 2024 e reforçado pela Resolução 23.755, aprovada em março deste ano, manipula a imagem e a voz de pessoas reais. Coloca o presidente Lula dizendo o que ele não disse, faz Bolsonaro confessar o que ele não confessou, por exemplo. Existe, portanto, uma vítima da impostura, alguém com direito de imagem violado e com legitimidade para acionar a Justiça.
Ana Frazão publicou artigo em sua coluna no JOTA analisando os riscos de prompt injection no Judiciário
Nossa sócia Ana Frazão publicou artigo em sua coluna no JOTA analisando os riscos de prompt injection no Judiciário a partir de caso concreto identificado em sentença da 3ª Vara de Paraupebas (PA), em 12 de maio de 2026.
O episódio envolveu advogadas que inseriram comandos ocultos em petição inicial (texto invisível ao leitor humano, mas legível por sistemas de inteligência artificial), com o objetivo de manipular a contestação da parte contrária, configurando, na avaliação da autora, não mero erro ou alucinação, mas fraude e sabotagem judicial. A conduta resultou em multa de R$ 84,3 mil e suspensão de 30 dias pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Pará.
Ana entende que episódios como esse evidenciam que advogados e juízes estão delegando atos processuais a sistemas de inteligência artificial generativa sem as devidas cautelas, e que a atual resolução do Conselho Nacional de Justiça é insuficiente para endereçar esses riscos, sendo urgente que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a OAB emitam regras mais adequadas e consistentes, sob pena de comprometimento do próprio devido processo legal.
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Ana Frazão conversa com Daniel Duque sobre mercados de trabalho, no podcast Direito e Economia
Neste episódio do podcast Direito e Economia, nossa sócia Ana Frazão conversa com Daniel Duque, economista e pesquisador em desigualdade, mercados de trabalho e educação.
Daniel explica por que 2025 tem sido considerado o ano com a menor taxa de desemprego desde 2012, quando o IBGE começou a medir o mercado de trabalho pela PNAD Contínua. O índice chegou a 5,6%, mas há sinais de que esse aquecimento não vai durar, principalmente por causa dos juros altos e da desaceleração da economia.
O professor também aborda o déficit estrutural de jovens no mercado de trabalho, o envelhecimento da população brasileira e seus impactos sobre a força de trabalho, o papel dos aplicativos como novos empregadores, os riscos da inteligência artificial sobre postos de média e alta qualificação, e os impactos econômicos do fim da escala 6×1.
Ana Frazão publicou artigo no JOTA analisando a ilicitude do mercado de compra de seguidores e engajamento
Nossa sócia Ana Frazão publicou artigo no JOTA analisando a ilicitude do mercado de compra de seguidores e engajamento nas redes sociais, a partir de sentença da Justiça Estadual de São Paulo proferida em ação civil pública do Ministério Público do Estado de São Paulo contra empresa que comercializava curtidas, visualizações e interações artificiais.
A decisão reconheceu que a prática viola o Código de Defesa do Consumidor e o artigo 170 da Constituição Federal, ao induzir consumidores ao erro sobre a real popularidade de produtos e serviços por meio de perfis falsos que simulam engajamento orgânico.
Na visão de Ana, reputações não podem estar à venda por meio de estratagemas que enganam a opinião pública e distorcem o mercado, sendo necessário resgatar a reputação como valor conquistado legitimamente pelo mérito do agente econômico.
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Ana Frazão conversa com Christian Lynch sobre seu mais recente livro “Fundações do pensamento político brasileiro”
No podcast de hoje, nossa sócia Ana Frazão conversa com Christian Lynch, doutor em Ciência Política e Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), professor associado do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política do Instituto de Estudos Políticos e Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) e pesquisador da Fundação Casa de Ruy Barbosa. O tema é o seu mais recente livro, Fundações do pensamento político brasileiro.
A conversa percorre os principais eixos da obra, partindo da metodologia de pesquisa adotada por Lynch, com destaque para o papel da história e da historiografia na compreensão dos fenômenos políticos, e avançando para os desafios de aplicação da nova historiografia ao contexto periférico.
O autor examina também a construção intelectual do Estado no Brasil independente e a passagem do mundo colonial ao Império, além da formação do pensamento político português e suas reverberações no Brasil. A discussão contempla ainda as características distintivas do pensamento ibero-americano, em especial seu sentido prático e a centralidade da retórica, e conclui com uma crítica a Raymundo Faoro e à sua obra clássica Os donos do poder.
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Angelo Prata de Carvalho publica artigo no JOTA sobre deepfakes e identidade digital
Nosso sócio Angelo Prata de Carvalho publicou artigo no JOTA analisando os desafios regulatórios impostos pelos deepfakes e as lições que a proposta de reforma à lei dinamarquesa de direitos autorais oferece para o Brasil.
A tecnologia de deepfakes, que reconstrói imagem e voz de pessoas reais por meio de inteligência artificial, já supera a capacidade humana de detecção e teve seu volume em circulação saltando de 500 mil para 8 milhões entre 2023 e 2025, ameaçando tanto direitos de personalidade quanto direitos patrimoniais de figuras públicas. Embora o Brasil já conte com iniciativas como a Lei nº 15.123/2025 e a Resolução do Tribunal Superior Eleitoral nº 23.732/2024, o autor avalia que o arcabouço vigente ainda carece de respostas proporcionais à escala do problema.
Na visão de Angelo, a emenda à lei dinamarquesa de direitos autorais, ao proibir o uso não autorizado da imagem, voz e gestual de qualquer pessoa, oferece um caminho que o Brasil deveria considerar ao tratar a identidade digital como um bem jurídico com proteção própria, o que tornaria mais fácil para a vítima obter reparação na Justiça sem precisar provar em detalhes o prejuízo sofrido.









