Ana Frazão publica artigo analisando manifesto assinado por economistas e a regulação jurídica dos mercados

Nossa sócia Ana Frazão publicou artigo no JOTA analisando a relação entre um recente manifesto assinado por economistas como Joseph Stiglitz e Thomas Piketty e a regulação jurídica dos mercados.

Para Ana, teorias amplamente aplicadas no Direito Societário e no Direito Concorrencial, como a shareholder value theory e o critério de eficiência econômica, continuam apoiadas em uma visão de economia voltada exclusivamente ao crescimento e à geração de riqueza. O manifesto considera essa premissa superada diante da persistência da pobreza e da desigualdade.

Em sua visão, os juristas precisam acompanhar de perto essas discussões econômicas para que “possam oxigenar o seu pensamento e a construção de soluções jurídicas, recusando-se a ficar reféns de teorias econômicas completamente superadas. Mais do que isso, é fundamental que questões relacionadas aos direitos humanos e à proteção do trabalho humano, por serem indicadores de desenvolvimento econômico, sejam também inseridas nas discussões sobre a regulação jurídica dos mercados”, conclui ela.

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Ana Frazão comenta sobre os riscos da concentração de poder econômico e político diante do IPO da SpaceX

Em entrevista ao Estadão, a professora Ana Frazão comentou sobre os riscos da concentração de poder econômico e político diante do IPO da SpaceX, empresa aeroespacial fundada por Elon Musk com o objetivo de colonizar Marte por meio de foguetes reutilizáveis.

Segundo a matéria, a companhia está levantando US$ 75 bilhões na maior oferta inicial de ações da história, o que eleva seu valor de mercado para mais de US$ 1,7 trilhão, cifra superior ao PIB da Turquia. O movimento reacende o debate sobre a influência de megacorporações em governos, regulações e democracias ao redor do planeta.

Para Ana, a proximidade entre poder econômico e poder político desequilibra a democracia: “O cidadão comum não tem esse mesmo acesso.” Ela aponta que essa influência se traduz em captura regulatória e legislativa e defende um pacote normativo abrangente, incluindo um marco de inteligência artificial, para fazer frente ao avanço dessas corporações trilionárias.

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Ana Frazão publica artigo no JOTA analisando o manifesto da Anthropic sobre IA

Nossa sócia Ana Frazão publicou artigo no JOTA analisando o manifesto da Anthropic que pediu uma pausa no desenvolvimento da inteligência artificial.

Ana discute, à luz das obras de Anu Bradford e de Acemoglu e Johnson, se a tecnologia deve ser organizada pelo mercado, pelo Estado ou por uma lógica orientada à proteção de direitos, observando que o avanço da IA tem ocorrido mais rápido do que a capacidade da sociedade de gerenciar seus riscos. Essa discussão ganha ainda mais relevância no Brasil, já que o Marco da Inteligência Artificial deve ser votado até o final de junho.

Ela argumenta que o progresso tecnológico não é necessariamente benéfico, pois historicamente reforçou desigualdades quando deixado apenas à lógica do mercado, reforçando que a regulação é fundamental para garantir que a inteligência artificial sirva ao interesse público.

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Ana Frazão conversa com Maria de Lourdes Rollemberg Mollo sobre Economia Política no podcast Direito e Economia

Nossa sócia Ana Frazão conversa com Maria de Lourdes Rollemberg Mollo, Professora Titular de Economia da Universidade de Brasília (UnB) sobre Economia Política no episódio de hoje do podcast Direito e Economia.

A entrevistada explica por que a economia é sempre política, fala sobre os meios pelos quais se tentou despolitizá-la a partir da revolução marginalista e como a Economia Política foi crescentemente recuperando o seu prestígio ao longo do século XX.

A professora trata também das principais diferenças entre as visões ortodoxa, marxista e pós-keynesiana na compreensão dos principais assuntos vinculados à Economia Política, como a relação entre economia real e economia monetária, o papel do Estado e da política econômica para o controle da inflação e do desemprego, e os efeitos da financeirização. Na parte final, ela aborda ainda as discussões mais recentes sobre desenvolvimentismo e políticas econômicas alternativas.

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Angelo Prata de Carvalho participa do Metrópoles Fashion & Design 2026

No próximo dia 11 de junho, nosso sócio Angelo Prata de Carvalho participa do Metrópoles Fashion & Design 2026, evento que reúne criadores, artistas, pesquisadores, empreendedores e agentes culturais que ajudam a construir os caminhos da economia criativa no Brasil.

Angelo fala no painel “Quem é dono da ideia? Apropriação cultural, IA e os limites da propriedade na moda” ao lado de Beliza Euzébio.

A 4ª edição do festival acontece de 10 a 12 de junho, no Museu Nacional da República, em Brasília (DF).

Para conferir todas as rodas de conversa e saber mais sobre o evento, clique aqui.

 

 

Ana Frazão participa do seminário Defesa da Concorrência em Juízo

No dia 12/6, nossa sócia Ana Frazão participa do seminário Defesa da Concorrência em Juízo, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e a Advocacia-Geral da União (AGU).

Ana fala durante o painel “Entre a fumaça e o fogo: desafios no sistema de provas e presunções para condenação de cartéis”.

O evento reúne autoridades e especialistas para debater os desafios da judicialização da política de defesa da concorrência no Brasil e é voltado a membros e servidores da magistratura federal, do Ministério Público, do CADE e da AGU.

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Ana Frazão fala sobre dados econômicos e eleições em sua coluna no JOTA

Nossa sócia Ana Frazão publicou artigo em sua coluna no JOTA analisando a desconexão entre o desempenho econômico deste governo Lula e a percepção dos eleitores sobre a economia.

Apesar de indicadores positivos como queda do desemprego para os menores patamares da série histórica e crescimento do PIB acima da média do G20, 42% dos entrevistados em pesquisa Ipsos-Ipec de março afirmaram que a situação econômica estava pior, contra apenas 27% que disseram que havia melhorado.

Para ela, a causa dessa dissonância está na combinação entre as deficiências do fluxo informacional e na redução das habilidades cognitivas dos eleitores, agravadas pela concentração da mídia e pelos modelos de monetização das plataformas digitais, que privilegiam o engajamento em detrimento da qualidade.

Ana defende que “é urgente reinserir o debate econômico sério e responsável nas discussões políticas e eleitorais, seja em razão da importância das questões econômicas para as democracias, seja em razão do risco de termos eleições cada vez mais irracionais e que ainda podem privilegiar governos populistas e sem qualquer pauta séria para os destinos de suas nações”.

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Ana Frazão publica artigo no JOTA analisando a encíclica Magnifica Humanitas, do papa Leão XIV

Nossa sócia Ana Frazão publicou artigo no JOTA analisando a encíclica Magnifica Humanitas, do papa Leão XIV, dedicada à salvaguarda da pessoa humana na era da digitalização, da inteligência artificial e da robótica.

A encíclica representa uma crítica contundente ao neoliberalismo e ao paradigma tecnocrático, alertando para os riscos da concentração de poder tecnológico nas mãos de poucos agentes privados transnacionais e seus impactos sobre direitos, desigualdades e liberdades.

Ana destaca que o papa defende a regulação e o “desarmamento” da tecnologia, propondo três vetores orientadores da revolução tecnológica atual, a busca da verdade, a proteção do trabalho e a salvaguarda da liberdade, e reforçando o papel do Estado e da sociedade civil na conformação da tecnologia ao bem comum.

“Como se destacou na epígrafe, precisamos decidir se queremos um progresso que serve às pessoas e aos povos ou um progresso que os submete às lógicas de poder. As nossas decisões e ações de hoje irão definir se controlaremos a tecnologia ou se seremos controlados por ela”, reforça Ana.

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