Nossa sócia Ana Frazão publicou artigo em sua coluna no JOTA analisando os riscos que a inteligência artificial generativa representa para as eleições, a partir de pesquisa que mostra que alguns modelos tomam posição em temas eleitorais e defendem teses contraditórias para bajular usuários.
O problema central é que, diferentemente das redes sociais e buscadores, a inteligência artificial generativa cria uma camada adicional de risco à formação da opinião dos eleitores, pois ao adaptar respostas ao perfil do usuário para evitar confrontos diretos, esses sistemas criam um viés de confirmação automatizado de maior alcance. Isso contraria a Resolução do Tribunal Superior Eleitoral 23.610/2019, alterada pela Resolução 23.755/2026, que veda qualquer forma de favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral por sistemas de inteligência artificial.
“Trata-se, assim, de mais um assunto que precisa ser resolvido com urgência, especialmente no caso brasileiro, diante da proximidade das eleições. Mais do que isso, o que está em risco é a fragmentação e até mesmo a erosão do espaço público, pois, se cada usuário continua preso no ambiente informacional próprio, sem margem para dúvida, confronto e deliberação, tem-se um cenário praticamente inviável para a democracia”” diz ela.
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